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São Paulo, 27 de julho de 2007

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JHSF terá quatro lojas da grife Daslu
Daniele Madureira e Angela Klinke
27/07/2007


A Daslu estará no Shopping Cidade Jardim, zona sul de São Paulo, com uma loja de 1,5 mil metros quadrados (metade do tamanho médio de uma Renner ou de uma Riachuelo), e também em outros três novos centros de compras de alto padrão que a JHSF Shoppings, dona do Cidade Jardim, pretende erguer em outros Estados. A informação foi dada na quarta-feira, em fato relevante publicado pela JHSF Participações. Procuradas pelo Valor, as duas empresas não quiseram comentar a iniciativa.


Fontes próximas ao negócio garantem que o acordo prevê a presença de lojas da Daslu com a sua própria grife e não no conceito multimarcas, no qual imperam os importados, como na Villa Daslu, empreendimento que abrange marcas exclusivas como Chanel, Prada e Gucci. A megaloja, situada em São Paulo, às margens do Rio Pinheiros, fica no lado oposto do futuro Cidade Jardim, um complexo imobiliário que irá reunir shopping center, torres residenciais, um hotel Fasano e serviços de conveniência. A parceria, no entanto, exclui qualquer participação da JHSF na atual Villa Daslu.


Para especialistas em varejo, a presença da Daslu como loja âncora nos shoppings mais sofisticados da JHSF será um trunfo para os empreendimentos, no momento em que a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) prevê que 23 novos centros de compras serão inaugurados até 2009, somando investimentos de aproximadamente R$ 4 bilhões.


"Há uma explosão de shoppings e ter a Daslu como principal loja é um diferencial, a despeito da marca ter ficado um tanto chamuscada depois do episódio envolvendo a Receita Federal", diz o consultor Eugênio Foganholo, referindo-se à Operação Narciso, deflagrada há exatamente dois anos, quando a empresa de Eliana Tranchesi foi acusada de sonegação fiscal na importação de produtos.


Na opinião de Foganholo, a associação também será positiva para a Daslu, que poderá depender menos de grifes internacionais, uma vez que muitas delas estão vindo para o Brasil. Hoje, marca Daslu é responsável por 60% das vendas da Villa. "A empresa já não tem um mix tão exclusivo como antes, no que se refere às marcas estrangeiras", diz. Ao mesmo tempo, com menos marcas e mais burocracia a enfrentar na importação, a receita da Daslu pode ser muito menor do que havia sido planejado para cobrir os custos fixos da Villa. "A abertura de novas lojas nos shoppings da JHSF também pode ser uma chance para que a Daslu, futuramente, deixe o prédio na Marginal e programe a sua expansão em outros locais", diz Foganholo.


Mas para que a expansão funcione, acredita outro especialista que não quis se identificar, a Villa Daslu deve ser preservada. Assim, "a nave mãe continua a irradiar glamour para as lojas satélites." Para a JHSF, a parceria com a Daslu significa ainda mais uma trincheira conquistada neste jogo de "War", travado com o Shopping Iguatemi, pelo domínio dos territórios de luxo da cidade.











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