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São Paulo, 26 de março de 2008

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Grupo SBF investe para expandir a varejista Centauro
Beth Koike
26/03/2008


A mineira Centauro abre amanhã as portas de sua loja número 94, na inauguração do shopping Bourbon, em São Paulo. A varejista de artigos esportivos investiu R$ 6,3 milhões para ser uma das oito lojas-âncoras do centro de compras ao lado de C&A, Fast Shop, Livraria Cultura, Renner, Riachuelo, Zaffari e Zara. A nova loja de 1,4 mil m2 faz parte da estratégia da Centauro de abrir, até 2009, mais 63 unidades no país e um centro de distribuição de 30 mil m2 em Minas Gerais, totalizando um investimento de R$ 250 milhões.


"As 28 unidades abertas neste ano serão âncoras", diz Sebastião Bomfim Filho, presidente do Grupo SBF, que faz questão de dizer que todas as lojas da Centauro são próprias. O agressivo plano de expansão é financiado com recursos do BNDES, do Banco do Nordeste e de capital próprio da empresa, que emprega 4 mil pessoas.


Além da Centauro, o grupo SBF é dono das varejistas By Tennis (23 lojas) e Almax Sports (quatro unidades), de uma empresa de logística, uma operadora de cartão de crédito e uma administradora imobiliária que gerencia os imóveis da empresa fundada há apenas 17 anos em Belo Horizonte. Bomfim, de 55 anos, abriu a primeira loja da Centauro com modestos US$ 10,5 mil, após fechar uma fábrica de balanças e uma loja de tecidos herdada do pai.


A aposta numa rede nacional de artigos esportivos tem mostrado bons resultados. As três varejistas do grupo fecharam 2007 faturando R$ 630 milhões. O lucro de 2006 foi de R$ 25 milhões e o do ano passado ainda não foi divulgado. Para 2008, a expectativa é de uma receita bruta de R$ 900 milhões. Desse total, a Centauro representa 80%.


Presente em 14 Estados e mais o Distrito Federal, a Centauro lidera o varejo de artigos esportivos - um mercado extremamente pulverizado. "A concorrência da Centauro é com as redes regionais. Não há uma outra varejista de material esportivo com atuação nacional. Com isso, a Centauro tem muito mais escala com fornecedores e deve ser a cliente número um entre os fabricantes", diz Eugênio Foganholo, sócio da consultoria de varejo Mixer.


A Bayard, por exemplo, é uma forte lojista de material esportivo, mas sua atuação restringe-se a São Paulo. O mesmo acontece com a gigante francesa Decathlon, que desembarcou no Brasil em 2001, mas só possui quatro lojas (na capital paulista, em Campinas e na Praia Grande).


Outro concorrente da Centauro são hipermercados e lojas de magazines, mas estes canais não competem em produtos esportivos de alta performance. No último ano, por exemplo, as bicicletas de competição, cujo preço pode chegar a R$ 6 mil, foram os itens que registraram o maior percentual de crescimento entre os produtos vendidos nas lojas da Centauro, segundo Bomfim. O tíquete médio dos clientes da Centauro é de R$ 140 e na By Tennis, R$ 250.


A meta de Bomfim é adotar práticas que imprimam à empresa um perfil de companhia de capital aberto. "A partir deste ano já vamos divulgar balanço. Em 2010, queremos adotar regras de governança corporativa. Se o mercado estiver propício podemos pensar em ir para Bolsa", diz ele.











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