| Para Eugênio Foganholo, diretor da consultoria Mixxer
Desenvolvimento Empresarial, trabalhar em consignação exime os
livreiros de riscos. "É um formato confortável de vender, pois o risco é
baixo", diz. "No varejo tradicional, é o varejista que se arrisca ao
comprar o produto." Hoje, entre 40% e 50% do preço do livro fica com a
editora, cerca de 10% com a distribuidora e o restante com a livraria.
Para o consultor, as editoras acabam bancando o capital de giro de toda a
cadeia produtiva, já que são elas a fazer os investimentos necessários -
desde o pagamento do direito autoral ao escritor, passando pela gráfica
até o período em que o produto fica na loja (em média, um livro demora
entre um e dois anos para ser vendido). "É até por isso as editoras fazem
tão pouco investimento em marketing", afirma. |