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São Paulo, 17 de julho de 2007

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Consignação reduz o risco da livraria
De São Paulo
17/07/2007


A consignação provoca discussões acaloradas entre os profissionais do mercado editorial. Nesse formato de venda, a editora entrega o livro para o varejo e só é reembolsada quando o produto é vendido. A consignação sempre existiu no mercado editorial, mas de forma tímida. Nos últimos cinco anos tem se tornado a regra.


Há estimativas de que mais de 90% das trocas comerciais são feitas nesse sistema. A Fnac e a Livraria Cultura são, talvez, as únicas livrarias que continuam comprando os livros que expõem em suas prateleiras - portanto, fora do modelo de consignação.


Para Eugênio Foganholo, diretor da consultoria Mixxer Desenvolvimento Empresarial, trabalhar em consignação exime os livreiros de riscos. "É um formato confortável de vender, pois o risco é baixo", diz. "No varejo tradicional, é o varejista que se arrisca ao comprar o produto." Hoje, entre 40% e 50% do preço do livro fica com a editora, cerca de 10% com a distribuidora e o restante com a livraria. Para o consultor, as editoras acabam bancando o capital de giro de toda a cadeia produtiva, já que são elas a fazer os investimentos necessários - desde o pagamento do direito autoral ao escritor, passando pela gráfica até o período em que o produto fica na loja (em média, um livro demora entre um e dois anos para ser vendido). "É até por isso as editoras fazem tão pouco investimento em marketing", afirma.


Segundo Alexandre Martins Fontes, sócio da editora e livraria Martins Fontes, o raciocínio de Foganholo é correto. Porém, "não é tão simples sair dessa situação. Eu não teria capital para comprar todos os livros que eu tenho na loja Martins Fontes da avenida Paulista". Para o executivo, as editoras conseguiam comprar os exemplares antes porque a produção editorial era menor. Hoje, chegam a ser lançados 1,5 mil títulos por mês.


Na Nobel, quase toda a transação comercial é consignada. Sergio Milano Benclowicz, sócio da rede Nobel, afirma que "se não fosse a consignação, a maior parte das editoras pequenas já estaria quebrada". (TB)











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