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Abras aponta alta de 6,5% nas vendas
Aumento foi no 1º quadrimestre do ano, com relação a igual período
de 2006
Associação de supermercados diz que é o melhor cenário do
setor desde anos 1970; cresce a confiança do
consumidor
TATIANA RESENDE DA REDAÇÃO
As vendas do setor supermercadista continuam em alta
neste ano, com crescimento de 6,55% no faturamento no primeiro
quadrimestre, com relação ao mesmo período em 2006, já descontada a
inflação. Para o presidente da Abras (Associação Brasileira de
Supermercados), Sussumu Honda, "um cenário tão positivo assim não se vê
desde a década de 70". No confronto de abril com igual mês do ano
passado, o aumento foi de 4,36%. Já com relação a março deste ano houve
queda de 0,41% nas vendas. O calendário foi apontado por Honda como um
dos motivos. Março teve cinco sábados, tradicionalmente o melhor dia para
o setor, e a Páscoa -segunda melhor data para os supermercados -foi
comemorada no início abril, o que levou parte dos consumidores a
anteciparem as compras. Com o resultado no acumulado do ano, o
presidente da Abras reviu a meta de crescimento para 2007, que passou para
5%, contra uma projeção inicial de 3% a 4%. O aumento da oferta de crédito
e da massa salarial favorecem o setor, mas o endividamento dos
consumidores já preocupa, diz Honda. O crescimento tem sido
impulsionado pelo pequeno varejo. Levantamento da Apas (Associação
Paulista de Supermercados) mostrou que o faturamento real das lojas com
até quatro caixas subiu 3,9% no ano passado com relação a 2005, mais do
que todos os outros tipos. Para driblar a concorrência, grandes redes como
o Grupo Pão de Açúcar reduzem os preços dos produtos, o que levou a
empresa a ter uma queda de 40,3% no lucro líquido no primeiro
trimestre.
Para o consultor em varejo Eugenio Foganholo, da Mixxer, não
é possível fazer a comparação com a década de 1970, quando o formato de
supermercados estava se consolidando no país, e, por ser novidade,
atraindo mais clientes. A base de comparação também é baixa, já que houve
queda nas vendas em 9 dos 12 meses de 2006, na comparação com
2005.
Sobre a valorização do real em relação ao dólar, Honda disse que
o impacto é positivo, com o aumento da compra de importados, como vinhos e
azeites. A participação dos artigos importados no faturamento fica em
torno de 3%, mas deve chegar a 5% neste
ano.
Confiança Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o
consumidor está mais otimista. O Índice de Confiança medido pelo órgão
aumentou 2,6% entre abril e maio. Em 12 meses, teve variação de 7,3%, a
maior desde dezembro (7,8%), neste tipo de comparação, o que aponta uma
"inversão da tendência de deterioração iniciada em fevereiro". A proporção
de consumidores que consideram a situação econômica de sua cidade "boa"
passou de 9,9% para 10,3%. Com relação ao futuro, a proporção dos
consumidores que prevê melhoras passou de 23,7% para
30,2%.
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