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Magazine Luiza
vai abrir 60 lojas
Rede anuncia
expansão agressiva no momento em que o Ponto Frio troca o
comando e as Casas Bahia
desaceleram
Márcia
De Chiara
O Magazine Luiza,
a terceira maior rede varejista de eletrodomésticos do País,
decidiu pisar no acelerador. A rede anunciou ontem um plano
ambicioso de expansão para 2007. Quer abrir 60 lojas nos sete
Estados em que atua, com investimentos da ordem de R$ 40
milhões. A meta é fechar o ano com faturamento de R$ 2,8
bilhões, um aumento de 33% ante 2006. Levando-se em conta o
mesmo número de lojas, a intenção é ampliar as vendas em
10%.
A agressividade da empresa, que vai sortear 50
casas até o fim do ano numa campanha de marketing que vai
consumir R$ 50 milhões - em comemoração ao seu cinqüentenário
-, reflete o rearranjo pelo qual passa hoje o varejo de
eletrodomésticos. A líder Casas Bahia, com vendas de R$ 11,5
bilhões em 2006 e que teve expansão acelerada durante anos
consecutivos, pisou no freio. Pretende abrir 50 lojas em 2007,
o mesmo número de 2006, e projeta crescimento de receita de um
dígito para este ano.
Em contrapartida, o Ponto Frio, a
segunda rede do setor em vendas, resolveu dar o ar da graça
depois de um longo período de hibernação. Desde o fim do ano
passado, a rede vem fazendo promoções que desafiam
literalmente os concorrentes.
Na semana passada, o
Ponto Frio empossou o novo presidente, Manoel Amorim, egresso
da Telefônica e tido como um executivo muito ousado. Também
anunciou que, em 2006, atingiu o melhor resultado desde 1996.
“As Casas Bahia são tão grandes que, qualquer
movimento que façam, o mercado muda. As concorrentes estão
aproveitando esse vácuo”, diz o consultor da Mixxer
Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo. Procuradas
pelo Estado, Casas Bahia e Ponto Frio não comentaram a
estratégia da concorrente.
“Não sentimos a
agressividade do Ponto Frio nas regiões onde estamos”, diz o
diretor de vendas do Magazine Luiza, Frederico Trajano.
Segundo ele, este será o ano em que a empresa mais irá crescer
de forma orgânica, isto é, abrindo lojas por conta própria. No
ano passado, foram inaugurados nove pontos-de-venda. Trajano
conta que 2006 foi um ano difícil, de consolidação das cinco
concorrentes que a companhia havia comprado desde
2005.
Essa dificuldade, diz, estará estampada no
balanço que a empresa ainda não divulgou. Trajano admite que a
rentabilidade da companhia em 2006 diminuiu. Tanto é que o
lucro de R$ 45 milhões alcançado em 2005 não irá se repetir em
2006 e ele não descarta a hipótese de ter encerrado o ano
passado no vermelho. No entanto, o diretor pondera que
resultado decorreu do processo de depuração das aquisições
anteriormente realizadas e frisa que não foi fruto do
desempenho operacional da companhia.
Para colocar em
prática a campanha de vendas que, segundo Trajano, “é a maior
já feita no varejo”, a rede diz que tem recursos disponíveis.
O dinheiro é proveniente dos resultados obtidos pela
capitalização da empresa, por meio de uma parceria fechada com
o fundo Capital Group em 2005, e de empréstimos.
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