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Ponto Frio
anuncia reestruturação
Segunda maior
rede de eletrodomésticos do País corta 250 postos de trabalho
e reduz número de diretores
Há três meses no
comando do Ponto Frio, o executivo Manoel Amorim deu o
primeiro lance mais visível de sua gestão. A segunda maior
rede de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos do País
anunciou ontem uma reestruturação nos seus quadros
administrativos, que envolveu o corte de aproximadamente 250
funcionários e a redução de oito para cinco no número de
diretorias executivas.
“As mudanças estão sendo
implementadas num momento em que a empresa se prepara para um
crescimento mais agressivo”, afirmou Amorim, por meio de
comunicado. “A medida visa a simplificar e acelerar os
processos decisórios e a gestão da rede, dando mais eficiência
a suas operações.”
Segundo a empresa, a área
administrativa foi a que mais sofreu cortes. Várias funções
regionais foram centralizadas. “Além de buscar uma estrutura
de custos compatível com as das empresas mais eficientes no
mercado, as mudanças visam dar mais consistência, foco e
controle à execução comercial nas lojas”, afirmou a diretora
de recursos humanos, Márcia Amorim.
O número de
vendedores das 380 lojas não foi alterado. O Ponto Frio diz
planejar, na verdade, um aumento em seus quadros para
sustentar o novo plano de expansão desenhado por Amorim. No
segundo semestre, a rede deve abrir 80 lojas, sendo 50 delas
no Nordeste, região que virou uma espécie de eldorado do
varejo por crescer acima da média do
Brasil.
REAÇÃO
A reestruturação pode ser
interpretada como o começo de uma reação do Ponto Frio.
Enquanto concorrentes como Magazine Luiza, do interior de São
Paulo, e Insinuante, da Bahia, cresceram mais de 100% entre
2001 e 2006, o Ponto Frio viu seu faturamento encolher 7%
nesse mesmo período.
“Essas duas redes ainda estão longe do
segundo lugar, mas o Ponto Frio precisa reagir rápido porque
elas estão com pressa de crescer”, diz o sócio da consultoria
Mixxer, Eugênio Foganholo. No ano passado, o faturamento do
Ponto Frio foi de R$ 3,8 bilhões, ante R$ 2,1 bilhões de
Magazine Luiza e R$ 1,7 bilhão da Insinuante.
A
distância ainda é grande, mas preocupa. Sem fazer aquisição, a
rede baiana quase dobrou de tamanho em cinco anos. O Magazine
Luiza cresceu rápido comprando redes regionais. A rede
investiu cerca de R$ 400 milhões em aquisições nos últimos
três anos.
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