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Sábado, 14 julho de 2007   edições anteriores
ECONOMIA & NEGÓCIOS
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  Ponto Frio anuncia reestruturação

Segunda maior rede de eletrodomésticos do País corta 250 postos de trabalho e reduz número de diretores

Há três meses no comando do Ponto Frio, o executivo Manoel Amorim deu o primeiro lance mais visível de sua gestão. A segunda maior rede de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos do País anunciou ontem uma reestruturação nos seus quadros administrativos, que envolveu o corte de aproximadamente 250 funcionários e a redução de oito para cinco no número de diretorias executivas.

“As mudanças estão sendo implementadas num momento em que a empresa se prepara para um crescimento mais agressivo”, afirmou Amorim, por meio de comunicado. “A medida visa a simplificar e acelerar os processos decisórios e a gestão da rede, dando mais eficiência a suas operações.”

Segundo a empresa, a área administrativa foi a que mais sofreu cortes. Várias funções regionais foram centralizadas. “Além de buscar uma estrutura de custos compatível com as das empresas mais eficientes no mercado, as mudanças visam dar mais consistência, foco e controle à execução comercial nas lojas”, afirmou a diretora de recursos humanos, Márcia Amorim.

O número de vendedores das 380 lojas não foi alterado. O Ponto Frio diz planejar, na verdade, um aumento em seus quadros para sustentar o novo plano de expansão desenhado por Amorim. No segundo semestre, a rede deve abrir 80 lojas, sendo 50 delas no Nordeste, região que virou uma espécie de eldorado do varejo por crescer acima da média do Brasil.

REAÇÃO

A reestruturação pode ser interpretada como o começo de uma reação do Ponto Frio. Enquanto concorrentes como Magazine Luiza, do interior de São Paulo, e Insinuante, da Bahia, cresceram mais de 100% entre 2001 e 2006, o Ponto Frio viu seu faturamento encolher 7% nesse mesmo período. “Essas duas redes ainda estão longe do segundo lugar, mas o Ponto Frio precisa reagir rápido porque elas estão com pressa de crescer”, diz o sócio da consultoria Mixxer, Eugênio Foganholo. No ano passado, o faturamento do Ponto Frio foi de R$ 3,8 bilhões, ante R$ 2,1 bilhões de Magazine Luiza e R$ 1,7 bilhão da Insinuante.

A distância ainda é grande, mas preocupa. Sem fazer aquisição, a rede baiana quase dobrou de tamanho em cinco anos. O Magazine Luiza cresceu rápido comprando redes regionais. A rede investiu cerca de R$ 400 milhões em aquisições nos últimos três anos.

   



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