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Rede busca um
novo foco
Marianna Aragão
No final dos anos
90, o Ponto Frio viu a arrancada das Casas Bahia rumo à
liderança do varejo e concorrentes, como o Magazine Luiza,
ameaçar sua segunda posição no ranking. O novo plano de
expansão, segundo os especialistas, pode ser o primeiro passo
para tirar a rede da letargia dos últimos anos, mas enfrenta
alguns desafios complexos.
Para o economista e
consultor de varejo Nelson Barrizzelli, a escolha do Nordeste
para receber a maior parte das novas lojas é acertada. “O
poder de consumo da população da região vai continuar
crescendo no curto e médio prazo.” Ele destaca que nas regiões
Sul e Sudeste a concorrência é mais acirrada, o que também
justificaria a decisão.
Segundo o diretor da
consultoria Mixxer, Eugênio Foganholo, a estratégia da empresa
representa uma necessidade, mas também um desafio. “Aumento de
20% no número de lojas exige um ritmo de implantação
impressionante.” Além disso, Foganholo avalia que a rede ainda
precisa de ajustes de foco. “O Ponto Frio quer vender para as
classes A a E e acaba não fidelizando nenhuma. Falta definir
um alvo.”
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